segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Tu

Sei muito bem o minuto em que me apaixonei por ti. E não foi do nada. Foi do tudo que tu és. Vou -te conhecendo aos poucos, consoante tu deixas, e vou reconhecendo que as certezas que eu tive naquele minuto sobre o que sinto por ti são efectivamente certezas antecipadas provocadas por aquelas premonições que só os grandes sentimentos permitem. Porque tu surgiste, passei a ver a vida de outra maneira. Pode ser "la vie en rouge", se quiseres, ou "la vie em bleu", por ser a tua cor preferida. Aliás, pode ser o que tu quiseres, porque a minha vida passou a fazer sentido contigo.  E isto, querido, não se explica. Não se explica a preocupação, não se explica a vontade de querer fazer tudo bem e, não obstante, errar tantas vezes. Não se explica a impotência por não conseguir ter a varinha mágica que resolve tudo para ti e de que tu nem precisas, porque és crescido e vences a vida todos os dias. Não se explicam sentimentos, nem desejos. Nestas coisas do coração, sente-se e pronto. E não há mas nem meio mas, nem rápido demais e nem depois. A vida é breve e só não quero não ter tempo de viver tudo contigo. Porque tu és o homem da minha vida.

domingo, 21 de dezembro de 2014