É sempre assim. Podemos ignorar os sintomas, olhar para o lado e fingir que não vemos, enganar o cérebro ao desviar-lhe a atenção para outras coisas ou até arrastar mais um bocadinho, deixar para amanhã ou para depois. Mas sabemos. Sabemos perfeitamente o minuto em que começou o fim, em que cá dentro as coisas mudaram e não voltarão a ser o que foram um dia. Por mais que não queiramos há aquela vozinha lá bem no fundo de nós que nos sussurra baixinho que chegou a hora, que é altura de fazer as malas porque este lugar já não nos faz falta. Podemos demorar um bocadinho a verbalizar ou a agir, mas antes de declarar o fim já há muito que o sabíamos.