segunda-feira, 11 de maio de 2015
De certo, porque a ideia, contrariamente ao antes sentido, me vem, agora, à cabeça recorrentemente, chego, agora, à conclusão quer ser pai e/ou mãe não deve ser mesmo nada fácil. Não me refiro às noites sem dormir do início, nem ao desespero que deve ser ter de adivinhar o que sente um ser inteiramente à nossa responsabilidade para os actos mais elementares da sobrevivência, nem sequer ao viver em função de, com o coração nas mãos. Refiro-me ao educar. A esse educar que pressupõe pôr a cabeça à frente do coração e dizer não por mais que doa, que pressupõe tirar o coração do peito e ver o que saiu de nós como o vêem os outros e, por isso, corrigir, chamar a atenção e perceber que, se calhar, não há forma de vencer a genética e que há lutas que se perdem irremediavelmente mas que, mesmo assim, não se pode virar costas e desistir. E é esse educar que me assusta. Esse limbo entre o dar a liberdade e ensinar onde ela termina, em incutir sentido de responsabilidade e aproveitar a vida. Porque sei que há um momento decisivo: em que se forma uma pessoa ou se a perde de vez.
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